Quem olha a situação de perto quase não acredita que famílias consigam viver dessa forma, mas conforme lideranças comunitárias do Futuro Melhor, como é conhecido, essas pessoas já tiveram a promessa da Cohab e de políticos que teriam seus apartamentos e que chegaram escolher inclusive a cor que seria pintado as paredes, comenta Márcio, quem coordenou a ocupação. Em pouco mais de 30 minutos de conversa, pude contar numa única rua (viela) mais de 95 crianças diferentes que passavam brincando, correndo como se a existência do mundo se resumisse ao que seus olhos conseguem contemplar. Muita dificuldade inclusive pra conversar, devido ao som alto do funk em várias versões ouvidas em várias janelas. Ao lado direito o único local de diversão, um campo de futebol que divide sonhos que talvez nunca se realizem, com ideais de investimento de capital (Conjunto Habitacional de Alto Padrão). Mais ao fundo próximo das duas torres, uma obra inacabada do Governo do Estado (Fábrica de Cultura - Inajar de Souza), que embora esteja parada, custou a vida de um funcionário após o desabamento de parte da laje que caiu enquanto estava sendo construida. Tudo isso nos faz pensar em algo que desgraça a vida de uns e beneficia outros, é o chamado jeitinho brasileiro. Com jeitinho os políticos engambelam a mente esquecida da comunidade, com jeitinho as obras ficam como estão, com jeitinho cria-se um conjunto de alto padrão ao lado da favela para aos poucos os governantes reivindicarem a área para "melhorias" da região e diante da falta de opção, o povo se arruma como pode. Talvez uma frase que tem sido divulgada nos canais sociais tenha seu fundo de verdade - um povo que sofre por votar em maus governantes não é vítima, é cúmplice.
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
6ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DA CIDADE DE SÃO PAULO
"Quem muda a cidade somos nós: Reforma Urbana Já!" Este é o tema da
Conferência Nacional das Cidades, cujas etapas municipais estão sendo
realizadas em municípios de todo o país. Na capital paulista, a
Conferência Municipal da Cidade ocorrerá nos dias 31 de maio e 1º de
junho, no Palácio de Convenções do Anhembi.
Os objetivos das conferências, segundo seus organizadores, são “fomentar
a gestão democrática das políticas de desenvolvimento urbano,
sensibilizar e mobilizar a sociedade brasileira para o estabelecimento
de agendas, metas e planos de ação para enfrentar os problemas
existentes nas cidades brasileiras, propiciar a participação popular de
diversos segmentos da sociedade para formulação de proposições e
realização de avaliações sobre as formas de execução da Política e
Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano e suas áreas estratégicas,
entre outros”.
Nas conferências municipais, além de debater e definir propostas, os
participantes elegem delegados para as conferências estaduais e
nacional.
Em São Paulo, o encontro ainda terá um importante papel no processo de
revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade. O evento encerrará
a primeira fase de debates, que visa avaliar os resultados do PDE em
vigor.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, que é
responsável pela coordenação do evento na cidade de São Paulo, todo e
qualquer cidadão poderá participar da conferência paulistana, bastando
apenas o interessado fazer o seu credenciamento na abertura do encontro.
Data: 31 de Maio e 1º de Junho de 2013
Local: Palácio das Convenções - Parque Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana
Participe! Realize o seu credenciamento na abertura da Conferência.
Programação do evento
31 de maio
7h às 14h - credenciamento
7h às 9h - café da manhã
9h às 11h - mesa de abertura
11h às 12h - votação do regimento interno
13h às 18h - discussão em grupos
1º de junho
9h às 12h - plenária
13h às 16h - eleição dos delegados
16h às 17h - encerramento
REVISÃO PARTICIPATIVA DO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO
Audiência
Pública para Revisão Participativa Popular
do
Plano Diretor Estratégico será dia 15 de junho
A segunda etapa do Plano Diretor
Estratégico (PDE) da Prefeitura de São Paulo, quando serão realizadas oficinas
públicas para levantamento de propostas e contribuições, irá ocorrer na região
da Subprefeitura Freguesia/Brasilândia, no sábado, dia 15 de junho, a partir
das 9h.
O encontro com todos os segmentos,
associações de bairro, organizações, movimentos, que garante a
representatividade da região e permite aos cidadãos apresentarem suas propostas
e contribuições, ocorrerá na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF)
Plínio Ayrosa, à Rua Tomaz Ramos Jordão, 259, na Freguesia do Ó.
Na oportunidade será realizada a
plenária preparatória da Conferência Municipal do Meio Ambiente, das 15h30 às
19h.
Conduzida pela Secretaria Municipal
de Desenvolvimento Urbano, esta segunda etapa do trabalho de revisão
participativa dos instrumentos de planejamento e gestão urbana ocorrerá em
todas as 31 Subprefeituras do município.
É de suma importância sua
participação nas Oficinas Públicas Descentralizadas do PDE, que conta com uma
plataforma digital à disposição dos cidadãos. O site Gestão Urbana reúne
informações e dados sobre o andamento dos debates, além de ser mais um espaço
para a população colaborar com ideias para o trabalho de revisão do Plano. Mais
informações acesse o link:
SERVIÇO
Audiência Pública – Revisão
Participativa do Plano Diretor Estratégico
Quando: Sábado, dia 15 de
junho
Onde: EMEI Plínio Ayrosa,
à Rua Tomaz Ramos Jordão, 259, Freguesia do Ó
ATIVIDADES
9h às 15h – Oficina
Regional do Plano Diretor
15h30 às 19h – Plenária
preparatória da Conferência Municipal do Meio Ambiente
quarta-feira, 15 de maio de 2013
FEIRA DO TRABALHO - CURSOS GRATUITOS
Feira do Trabalho - Edição 2013
Venham conferir: Ciclo gratuito de cursos, oficinas e palestras durante a Feira do Trabalho
A Feira do Trabalho , promovida pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), deu o start nas atividades nesta segunda-feira, no Vale do Anhangabaú - com muitos atrativos para quem está à procura de uma oportunidade de emprego, cursos de capacitação profissional, oficinas e palestras. Todas as atividades são gratuitas, com vagas limitadas e as inscrições ocorrem na própria Feira.
Feira do Trabalho – Edição 2013
Local: Vale do Anhangabaú - Centro
De 13 a 24 de maio (exceto finais de semana)
Horário de funcionamento: das 8h às 17h
Veja abaixo a programação com as palestras, cursos e oficinas:
AUDITÓRIO A - 25m²
| ||||||||
1ª Semana - De 13 a 17 de maio
| ||||||||
DIA
|
*ATIVIDADE
|
TEMA
|
HORÁRIO
|
ENTIDADE
| ||||
SEGUNDA 13/5/2013
|
Oficina
|
Comportamento em Entrevista
|
Das 15h as 16h
|
Equipe de Orientação para o Trabalho/CAT
| ||||
TERÇA 14/5/2013
|
Palestra
|
Como Falar em Público
|
Das 10h as 11h
|
SENAC
| ||||
Oficina
|
Empreendedorismo
|
Das 13h as 14h
|
OT/CAT
| |||||
Palestra
|
Resolução de Conflitos
|
Das 15h as 16h
|
SENAC
| |||||
QUARTA 15/5/2013
|
Palestra
|
Controlando seu orçamento doméstico e realizando sonhos
|
Das 10h as 11h
|
Boa Vista Serviços
| ||||
Oficina
|
Como se comportar em entrevista de emprego
|
Das 13h as 14h
|
OT/CAT
| |||||
Palestra
|
Dinâmicas de Grupos
|
Das 15h as 16h
|
SENAC
| |||||
QUINTA 16/5/2013
|
Palestra
|
Como Falar em Público
|
Das 10h as 11h
|
SENAC
| ||||
Oficina
|
Palestra Corpo de Bombeiros
|
Das 13h as 14h
|
Bombeiros
| |||||
Palestra
|
Controlando seu orçamento doméstico e realizando sonhos
|
Das 15h as 16h
|
BVS
| |||||
SEXTA 17/5/2013
|
Palestra
|
Empreendedorismo
|
Das 15h as 16h
|
OT/CAT
| ||||
Oficina
|
Palestra do Corpo de Bombeiros
|
Das 13h as 14h
|
Bombeiros
| |||||
Palestra
|
Educação Previdenciária
|
Das 15h as 16h
|
INSS
| |||||
2ª Semana - De 20 a 24 de maio
| ||||||||
DIA
|
ATIVIDADE
|
TEMA
|
HORÁRIO
|
ENTIDADE
| ||||
De 20 a 23 de maio/2013
|
Curso Extensivo 12 horas
|
Curso Básico de Empreendedorismo
|
Das 09h as 12h
Matutino
|
Academia de Microfinanças Banco Confia
| ||||
Curso Extensivo 12 horas
|
Curso Básico de Empreendedorismo
|
Das 14h as 17h
Vespetino
|
Academia de Microfinanças Banco Confia
| |||||
LABORATÓRIO - 12m²
| ||||
DIA
|
ATIVIDADE
|
PERÍODO
|
HORÁRIO
|
INSTRUTOR
|
De 13 a 24 de maio de 2013 (todos os dias)
|
Oficina de Elaboração de Currículo
|
Matutino
|
Das 09h as 10h
|
Orientação para o Trabalho
|
Das 11h as 12h
| ||||
Vespertino
|
Das 13h as 14h
| |||
Das 15h as 16h
| ||||
Outras informações estão disponíveis no site www.prefeitura.sp.gov.br/ trabalho, http://feiradotrabalho. blogspot.com.br/na Central de Atendimento ao Munícipe, pelo telefone 156.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
MAIS POLÍCIA, MAIS PRISÕES e MENOS JOVENS FORA DA ESCOLA É IGUAL A MENOS HOMICÍDIOS
Mais efetivo policial, mais prisões, e
menos jovens evadindo da escola. Um estudo realizado pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou pela primeira vez o
quanto essas ações ajudam a derrubar as taxas de homicídios no país a
curto prazo.
A pesquisa "Evolução e determinantes da taxa de homicídios no Brasil" concluiu que esse tipo de crime custa cerca de R$ 17,7 bilhões por ano ao país. O cálculo leva em consideração a perda da capacidade produtiva das pessoas assassinadas prematuramente. Pelo estudo, um aumento de 10% do efetivo policial provocaria queda de 0,8% a 3,4% nos homicídios do próximo ano. Em cinco anos, o efeito acumulado poderia variar de 3,3% a 13,9%.
Por outro lado, o crescimento de 1% na evasão escolar eleva em até 0,1% o número de homicídios. Ou seja, quanto mais tempo crianças e adolescentes permanecerem dentro de salas de aula, menor será o número de pessoas assassinadas. Além de um maior policiamento, os pesquisadores Adolfo Sachida e Mário Jorge Cardoso Mendonça, responsáveis pelo estudo, defendem que o aumento de 10% na taxa de presos num ano reduz em 0,5% a taxa de homicídios do ano seguinte.
Os autores estimam ainda que um o aumento de até 10% do efetivo policial poderia levar a uma economia de R$ 141 milhões a R$ 602 milhões por ano, por conta do número de pessoas que deixariam de morrer e que poderiam continuar obtendo renda com a sua força de trabalho. "Como prender bandidos e aumentar a taxa de policiamento também reduz uma série de outros crimes, fica evidente que a economia obtida com estas duas políticas vai muito além dos valores destacados", diz o estudo.
Impacto de R$ 117 milhões
O impacto nas despesas públicas apenas com os salários dos policiais varia dependendo do estado, segundo levantamento feito pelo GLOBO. No caso do Distrito Federal, que tem um dos maiores salários no país pagos ao PM (R$ 3.972) e conta com efetivo de 14.878, o desembolso anual seria de mais R$ 77 milhões. No Rio, com 45.154 PMs, um aumento de 10% do efetivo teria um impacto anual de R$ 117 milhões. Na capital fluminense, o salário inicial é de cerca de R$ 2 mil.
- Sem dúvida, existem custos para elevar o número de policiais e a taxa de encarceramento. Não levamos em conta esses gastos na nossa pesquisa, mas, certamente, os benefícios gerados para a sociedade pela redução da criminalidade são muito maiores - acrescenta Mário Jorge Cardoso Mendonça.
Para fazer o estudo, os dois pesquisadores produziram um um banco de dados com indicadores do período de 2003 a 2009 de 26 estados e do Distrito Federal. Em 2009, ano que faz parte do período da pesquisa, a taxa de homicídios no país chegou a 27,1 por 100 mil habitantes. Em três décadas, esse tipo de crime cresceu 83%.
desigualdade pouco afeta
Outra conclusão é que a redução da desigualdade não leva necessariamente a uma queda dos homicídios. Mendonça diz que a queda da desigualdade é um fator importante para a sociedade, mas com relação à criminalidade o seu impacto ocorre mais nas taxas de crimes contra o patrimônio. Por outro lado, segundo o estudo, não há uma relação muito clara entre aumento da pobreza e do desemprego e crescimento da taxa de homicídios.
- Existem ações de curto prazo que ajudam a reduzir as taxas de homicídios. Não estamos dizendo com isso que não sejam importantes tomar medidas estruturais, de longo prazo, como a redução da pobreza, do desemprego. Mas o gestor tem menor controle sobre essas medidas - diz Mendonça.
Apesar do efeito positivo, o impacto do aumento de efetivo policial e de prisões poderia ser maior, não fosse o chamado efeito inercial. Os pesquisadores dizem que aumento de 10% dos homicídios num ano é fruto do crescimento de 9% no ano anterior. A tendência de crescimento dos homicídios num ano influencia diretamente no seguinte.
Para famílias vítimas da violência urbana, não basta aumentar o número de policiais e de prisões. Morador do Rio, o funcionário público Marcos Dias Pereira, de 42 anos, é irmão do pastor Edvaldo Dias Pereira, que morreu há duas semanas com um tiro na cabeça, durante um tiroteio entre policiais e bandidos em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio. Esta semana, Marcos levou o carro do irmão para trocar o para-brisa perfurado com tiro, e limpar a mancha de sangue no interior.
- Não adianta aumentar o número de policiais, sem mudar a formação. Hoje, no Rio, os policiais são conhecidos como "miojo", porque são formados de forma instantânea. Por outro lado, não adianta prender um monte de bandidos, se a nossa execução penal é falha. O PM pode prender um criminoso e, em poucas semanas, ele poderá estar na rua após recurso judicial.
A pesquisa "Evolução e determinantes da taxa de homicídios no Brasil" concluiu que esse tipo de crime custa cerca de R$ 17,7 bilhões por ano ao país. O cálculo leva em consideração a perda da capacidade produtiva das pessoas assassinadas prematuramente. Pelo estudo, um aumento de 10% do efetivo policial provocaria queda de 0,8% a 3,4% nos homicídios do próximo ano. Em cinco anos, o efeito acumulado poderia variar de 3,3% a 13,9%.
Por outro lado, o crescimento de 1% na evasão escolar eleva em até 0,1% o número de homicídios. Ou seja, quanto mais tempo crianças e adolescentes permanecerem dentro de salas de aula, menor será o número de pessoas assassinadas. Além de um maior policiamento, os pesquisadores Adolfo Sachida e Mário Jorge Cardoso Mendonça, responsáveis pelo estudo, defendem que o aumento de 10% na taxa de presos num ano reduz em 0,5% a taxa de homicídios do ano seguinte.
Os autores estimam ainda que um o aumento de até 10% do efetivo policial poderia levar a uma economia de R$ 141 milhões a R$ 602 milhões por ano, por conta do número de pessoas que deixariam de morrer e que poderiam continuar obtendo renda com a sua força de trabalho. "Como prender bandidos e aumentar a taxa de policiamento também reduz uma série de outros crimes, fica evidente que a economia obtida com estas duas políticas vai muito além dos valores destacados", diz o estudo.
Impacto de R$ 117 milhões
O impacto nas despesas públicas apenas com os salários dos policiais varia dependendo do estado, segundo levantamento feito pelo GLOBO. No caso do Distrito Federal, que tem um dos maiores salários no país pagos ao PM (R$ 3.972) e conta com efetivo de 14.878, o desembolso anual seria de mais R$ 77 milhões. No Rio, com 45.154 PMs, um aumento de 10% do efetivo teria um impacto anual de R$ 117 milhões. Na capital fluminense, o salário inicial é de cerca de R$ 2 mil.
- Sem dúvida, existem custos para elevar o número de policiais e a taxa de encarceramento. Não levamos em conta esses gastos na nossa pesquisa, mas, certamente, os benefícios gerados para a sociedade pela redução da criminalidade são muito maiores - acrescenta Mário Jorge Cardoso Mendonça.
Para fazer o estudo, os dois pesquisadores produziram um um banco de dados com indicadores do período de 2003 a 2009 de 26 estados e do Distrito Federal. Em 2009, ano que faz parte do período da pesquisa, a taxa de homicídios no país chegou a 27,1 por 100 mil habitantes. Em três décadas, esse tipo de crime cresceu 83%.
desigualdade pouco afeta
Outra conclusão é que a redução da desigualdade não leva necessariamente a uma queda dos homicídios. Mendonça diz que a queda da desigualdade é um fator importante para a sociedade, mas com relação à criminalidade o seu impacto ocorre mais nas taxas de crimes contra o patrimônio. Por outro lado, segundo o estudo, não há uma relação muito clara entre aumento da pobreza e do desemprego e crescimento da taxa de homicídios.
- Existem ações de curto prazo que ajudam a reduzir as taxas de homicídios. Não estamos dizendo com isso que não sejam importantes tomar medidas estruturais, de longo prazo, como a redução da pobreza, do desemprego. Mas o gestor tem menor controle sobre essas medidas - diz Mendonça.
Apesar do efeito positivo, o impacto do aumento de efetivo policial e de prisões poderia ser maior, não fosse o chamado efeito inercial. Os pesquisadores dizem que aumento de 10% dos homicídios num ano é fruto do crescimento de 9% no ano anterior. A tendência de crescimento dos homicídios num ano influencia diretamente no seguinte.
Para famílias vítimas da violência urbana, não basta aumentar o número de policiais e de prisões. Morador do Rio, o funcionário público Marcos Dias Pereira, de 42 anos, é irmão do pastor Edvaldo Dias Pereira, que morreu há duas semanas com um tiro na cabeça, durante um tiroteio entre policiais e bandidos em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio. Esta semana, Marcos levou o carro do irmão para trocar o para-brisa perfurado com tiro, e limpar a mancha de sangue no interior.
- Não adianta aumentar o número de policiais, sem mudar a formação. Hoje, no Rio, os policiais são conhecidos como "miojo", porque são formados de forma instantânea. Por outro lado, não adianta prender um monte de bandidos, se a nossa execução penal é falha. O PM pode prender um criminoso e, em poucas semanas, ele poderá estar na rua após recurso judicial.
terça-feira, 7 de maio de 2013
ESPECIALISTAS CHEGAM A CONCLUSÃO QUE NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA O TRÂNSITO
“O
transito de veículos em São Paulo está fadado à lentidão, não importa o
que façamos”. Essa é a opinião do especialista em transportes Horácio
Figueira, que participou nesta segunda (6/5) de um debate sobre
mobilidade urbana na Câmara Municipal de São Paulo.
“Na
minha visão, o trânsito de automóveis não se resolve nunca mais. Nem
que você tenha uma verba de dez trilhões de dólares para fazer túneis,
viadutos e elevados”, afirma Figueira, que é mestre em engenharia de
transportes pela USP.
No
entanto, isso não significa que não haja solução para que as pessoas se
locomovam com uma velocidade razoável pela cidade. Figueira e outros
especialistas presentes no evento apontaram o investimento no transporte
coletivo como única alternativa possível para São Paulo.
Para
o subprefeito da Lapa, Ricardo Pradas, o melhor caminho é criar
corredores de ônibus e melhorar os já existentes. Arquiteto com mais de
20 anos de experiência na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET),
Pradas defende a restrição da circulação do transporte individual para
melhorar a velocidade dos ônibus.
Ele
vê com bons olhos as alterações realizadas pela CET na região do Largo
Treze, onde desde o início do mês apenas ônibus, táxis e motocicletas
podem trafegar em determinadas vias e horários. “Quanto melhor for a
velocidade, menos ônibus a gente precisa para cumprir os horários e mais
conforto o usuário terá”, disse o arquiteto.
Já
o vereador Ricardo Young (PPS), idealizador do evento, que faz parte do
projeto ‘Segundas Paulistanas’, defende que se priorizem investimentos
em transporte sobre trilhos. “Os ônibus fariam o transporte interno,
distrital, e os percursos de até 6 km seriam feitos pelos outros modais:
bicicleta, táxi compartilhado e a pé”, defende o parlamentar.
Entretanto,
nem um aumento gigantesco na extensão da malha metro-ferroviária vai
acabar com o trânsito, segundo a opinião de Horácio Ferreira. “O
automóvel cria o congestionamento com um número pequeno de veículos”,
afirmou o especialista. “Não são milhões de veículos que param a cidade.
Com menos de 200 mil veículos você consegue fazer com que todo o
sistema viário do centro expandido pare.”
quinta-feira, 18 de abril de 2013
REVISÃO DO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO
Começam debates para revisão do
Plano Diretor Estratégico
Revisão participativa do plano permitirá que a população apresente propostas e
contribuições para melhorar o PDE
A Prefeitura de São Paulo promove
neste mês a primeira etapa da revisão participativa do Plano Diretor
Estratégico (PDE). Na fase inicial, de avaliação temática, 10 encontros serão
realizados entre os dias 27 e 31. Todas as reuniões são abertas à população e
permitirão que os cidadãos apresentem suas propostas e contribuições.
Conduzida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, esta será a primeira parte do trabalho de revisão participativa dos instrumentos de planejamento e gestão urbana. Serão revistas a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, Planos Regionais Estratégicos, Código de Obras e outras leis complementares.
Conduzida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, esta será a primeira parte do trabalho de revisão participativa dos instrumentos de planejamento e gestão urbana. Serão revistas a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, Planos Regionais Estratégicos, Código de Obras e outras leis complementares.
Na segunda etapa da revisão participativa do PDE serão realizadas oficinas públicas para levantamento de propostas e contribuições em todas as 31 subprefeituras. Já a terceira fase (Devolutiva e Discussões Públicas da Minuta do Projeto de Lei) será voltada para a consolidação da minuta do projeto.
Aprovado em 2002, o Plano Diretor
Estratégico foi um passo importante no planejamento da cidade de São Paulo.
Fazem parte do PDE algumas regras para organizar o uso e ocupação do solo, como
as regras de como construir nos terrenos, implantar prédios altos, fazer
grandes construções e instalar as atividades.
O Plano Diretor Estratégico trouxe instrumentos para obrigar o aproveitamento de prédios e terrenos vazios, produzir habitação de interesse social. Por isso, o debate com a população é importante para que sejam definidos os objetivos e os conteúdos estratégicos para a cidade.
As atividades participativas estão
divididas em 3 grandes etapas participativas:
1ª Etapa – Avaliação Temática Participativa do PDE
2ª Etapa – Oficinas Públicas para Levantamento de
Propostas e Contribuições
– Oficinas
públicas descentralizadas nas 31 subprefeituras e discussões temáticas
– Canal
digital para recepção de propostas e contribuições
3ª Etapa – Devolutiva e Discussões Públicas da Minuta
do Projeto de Lei
–
Audiências públicas para devolutiva das propostas e contribuições recebidas e
discussão da minuta do Projeto de Lei
– Canal
digital para consulta pública da minuta do Projeto de Lei
–
Consolidação da minuta do Projeto de Lei
A 1ª
etapa - Avaliação Temática Participativa do
PDE – já tem datas, horários e locais definidos.
Consulte a tabela a seguir e participe!
|
DATA
|
HORÁRIO
|
LOCAL
|
TEMA
|
|
27.04.2013 Sábado
|
8 as 17h
|
UNINOVE
–Campus Memorial. Av Dr Adolpho Pinto, 109, Barra Funda.
|
Manhã: Os Objetivos
da revisão do PDE e a Cidade que Queremos
|
|
Tarde:
Uso e Ocupação do Solo
|
|||
|
30.04.2013
3ª feira
|
18 as 22 h
|
Centro Cultural São
Paulo. Av. Vergueiro, 1000. Sala Adoniran Barbosa.
|
Instrumentos de
Política Urbana
|
|
04.05.2013
Sábado
|
8 as 17 h
|
UNINOVE
–Campus Memorial. Av Dr Adolpho Pinto, 109, Barra Funda.
|
Manhã:
Habitação
|
|
Tarde:
Meio Ambiente
|
|||
|
|
|||
|
07.05.2013
3ª feira.
|
18 as 22 h
|
CCSP Rua Vergueiro,
|
Mobilidade Urbana
|
|
09.05.2013
5ª feira
(data indicativa)
|
18 as 22 h
|
A definir
|
Atividade com
segmento dos empresários
|
|
11.05.2013
Sábado.
|
13 as 18 h
|
UNINOVE
–Campus Memorial. Av Dr Adolpho Pinto, 109, Barra Funda.
|
Tarde: Investimentos
Prioritários, Planos Regionais e Planos de Bairro.
|
|
14.05.2013
3ª feira
(data indicativa)
|
18 as 22 h
|
Centro Cultural São
Paulo. Av. Vergueiro, 1000. Sala Adoniran Barbosa.
|
Atividade com
segmento de ONGs.
|
|
16.05.2013
5ª feira (data
indicativa)
|
18 as 22 h
|
A definir
|
Atividade com segmento
de universidades, sindicatos, conselhos de categorias e associações
profissionais.
|
|
18.05.2013 Sábado
(data indicativa
|
13 h às 18h.
|
A definir
|
Atividade com
segmento de movimentos populares
|
|
31.05 e 01.06.2013
6ª feira e sábado
|
Das 8 as 18 h.
|
Anhembi –
Auditório
|
Conferência
Municipal da Cidade de São Paulo.
|
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